Abílio
Êle era um jovem bom e amigo de saber
Que vivia na aldeia e mal sabia ler.
Apascentava o gado e cavava a terra
E muito lhe interessavam os problemas da guerra.
E, quando as noites escuras muito luarentas
Caiam nos subúrbios da sua aldeia querida,
Pelos campos lavrads ou ruas lamacentas
Vagueia e vai pensando nos problemas da vida.
E eis que um lindo sonho no seu cérebro se oculta,
Um anjo lhe aparece e diz: Caminha para a luta,
A pátria te reclama, és bom, és forte.
Serás, ditoso jovem, um belo oficial.
Teu espírito sonhador e teu forte moral
Levar-te-ão à glória, á vitória ou á morte.
J.Glória Alves (em 1939/40)

